Influência dos Espíritos

Quando vos julgais muito ocultos, é que tendes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.” – Resposta dos Espíritos à pergunta 457, Parte Segunda, Cap. IX de O Livro dos Espíritos

Além da presença constante ao nosso lado, qual o seria o meio e de que forma os Espíritos nos influenciam? Allan Kardec elaborou as seguintes perguntas, entre outras, no Cap. IX da Segunda Parte de O Livro dos Espíritos, acompanhe:

 

  1. Os Espíritos veem tudo o que fazemos?
  2. Eles podem conhecer nossos pensamentos mais secretos?
  3. Eles influenciam em nossos pensamentos e atos?

As respostas:

Os Espíritos podem ver tudo o que fazemos, pois estão sempre nos rodeando, porém só dão atenção àquilo que também é do interesse deles. Conhecem todos os nossos pensamentos, mesmo aqueles mais ocultos. Eles nos influenciam tanto, que chega ao ponto de nos conduzirem.

Bem… mas como isso acontece? Sabemos que há pensamentos que nos chegam e que inevitavelmente não são nossos. Mas como ocorre esta interação entre nossos pensamentos e os pensamentos dos Espíritos? Nesse ponto adentramos a obra de André Luiz, Mecanismos da Mediunidade, onde encontramos já no ítem 1, a seguinte descrição:

“Agitação e ondas – … a Terra é um magneto de gigantescas proporções, constituído de forças atômicas condicionadas e cercado por essas mesmas forças em combinações multiformes compondo o chamado campo eletromagnético em que o Planeta, no ritmo de seus próprios movimentos, se tipifica na Imensidade Cósmica.”

O que o querido Espírito André Luiz está nos informando, em suma, é que a vida é movimento e o movimento produz ondas. As ondas caracterizam-se conforme o comprimento e segundo André podemos defini-la como “a ressurreição da energia”, ou seja, a energia gera movimento que gera vibrações e ondas, e estas geram energia novamente.

Ondas de pensamentosAs ondas somente diferem de acordo com a frequência. Sendo assim, nós homens encarnados só podemos registrar aquelas que se afinam com nosso modo de ser. Vivemos todos imersos num imenso campo ondulatório, onde as nossas percepções alcançam somente tipos de ondas de acordo com o nosso progresso espiritual, ou tempo de evolução, conforme esclarece André Luiz, o tempo de esforço pessoal na construção do nosso destino.

 

É através do cérebro que exteriorizamos as ondas que serão reflexo da nossa individualidade e naturalmente captamos as ondas exteriores conforme elas se afinem ao nosso modo de pensar e agir.

A verdade é que quando emitimos um pensamento, esse irá percorrer uma distância desconhecida, talvez até infinita, e nesse movimento produz vibração e consequentemente produz a sua onda também, que irá ser interceptada por outros espíritos cuja faixa de frequência seja a mesma. Nesse ponto nosso cérebro, a nossa casa mental estará em plena sintonia com a entidade (espírito – encarnado ou desencarnado) que captar a onda mental que estamos emitindo. O cérebro dessa entidade capta e decodifica o que estamos pensando e estando ela na mesma faixa de interesses, estabelece-se a conexão onde também iremos receber os pensamentos emitidos por esta entidade espiritual.

É desta forma que os espíritos conhecem mesmo os nossos pensamentos mais ocultos e também conseguem nos influenciar com os seus pensamentos. Quantas vezes já nos pegamos com pensamentos que sabemos de pronto não serem nossos? Aqueles pensamentos tipicamente intrusos que nos chegam e nos causam um certo espanto ao ponto de nos arrepiarmos sobre o que estamos pensando. Pois bem, certamente fomos interceptados por alguma entidade que vinculada à nos está emitindo suas ideias, expressando acima de tudo muitas vezes a sua vontade sobre a nossa.

Nesse universo de ondas sabemos que não somos capazes de identificar todas as formas ondulatórias, na verdade acusamos pouquíssimas faixas de ondas. Há todo um outro universo ondulatório totalmente imperceptível para nós tanto encarnados quanto desencarnados que somente conseguimos nos movimentar na faixa dos 20 a 20.000 hertz por segundo, ou seja abaixo disso e acima disso não temos condições de detectar estes campos ondulatórios com a nossa percepção puramente humana. É o universo dos infra-sons e dos ultrassons.

Já na faixa das ondas de rádio por exemplo ou do telégrafo (300.000 hertz) e na direção das ondas curtas do radar e da televisão, tudo paraOndas de rádio nós representa simplesmente o silêncio, pois nada percebemos. O quanto ainda estaremos longe de perceber e entender a transcendência das ondas no plano espiritual, atuantes pela força do pensamento?

O que fazer então para escapar às influências menos dignas de espíritos perturbadores e mal intencionados (os conhecidos obsessores)? Se é pela sintonia que nós os contatamos necessário então mudarmos de faixa vibracional. Mas como fazer isso? Pela nossa mudança interior, pela nossa transformação moral, por novas escolhas éticas do ponto de vista profissional, empreendedor e humano.

É sabido já de todos nós que a grande massa de espíritos que povoam a Terra, tanto de encarnados quanto de desencarnados ainda se encontra num estágio evolutivo atrasado, necessitados todos de avançar. Para que isso ocorra precisamos nos distanciar desta faixa comum de vibrações terra-a-terra, bastando inicialmente reformularmos nossos pensamentos buscando fazer novas escolhas com objetivos nobres e dignos.

A mudança de atitude e da forma de pensar faz-nos alterar os pensamentos que são forças de grande amplitude e ainda desconhecidas por todos nós. Vivemos num mundo totalmente voltado para a agitação, a correria e a perturbação. Raramente temos tempo para o relax mental e corporal. O conhecido professor e físico Moacir Costa de Araújo Lima fala dos ritmos cerebrais em sua obra Parapsicologia, da Magia à Ciência. Diz o professor:

“Há quatro ritmos cerebrais típicos, dentro de quatro gamas de frequências, que são:

  • Ritmo Delta: de 0,1 a 3 ciclos por segundo (Hz);
  • Ritmo Teta: de 4 a 7 ciclos por segundo;
  • Ritmo Alfa: de 8 a 13 ciclos por segundo;
  • Ritmo Beta: acima de 13 ciclos por segundo;

Normalmente vivemos em ritmo beta (acima de 13 ciclos por segundo)… Para conseguirmos repousar precisamos entrar em alfa. A incapacidade de vibrar em ritmo alfa, pela contínua agitação e pelos impactos da vida atual, leva o homem a estados depressivos de angústia, característicos do stress.”

Justamente por nos encontrarmos presos à essa agitação, como se estivéssemos numa rede, temos imensa dificuldade em nos libertar da influência perniciosa de milhares de entidades espirituais que formam essa rede de ondas de baixa vibração.

O nobre professor cita que grandes descobertas da humanidade, foram feitas por homens que conseguiam atingir o nível alfa e que para a grande maioria das pessoas, eles eram muitas vezes vistos como “desligados”. Desligados sim, mas das coisas do cotidiano, do trivial, das coisas de menor importância, sendo que desta forma eles adentravam uma zona de vibrações e ondas muito acima do que a grande massa humana frequenta regularmente. Com um ritmo cerebral de menor frequência fica mais fácil receber as melhores influências espirituais de mentores e espíritos nobres, pois as influências dos espíritos sempre existirão, diferenciando-se tão somente conforme a sintonia de propósitos.

Proteção espiritualSe ocorre então que estamos sempre cercados de espíritos, é também verdade que eles se aproximam conforme os seus próprios interesses, assim, se mudarmos nossos propósitos é bem provável que muitos (os espíritos medianos e zombeteiros) se afastarão e deixarão de tentar nos influenciar. Não terão tanto interesse em pensamentos que buscam o conhecimento e a razão da existência por exemplo. Abrem assim espaço para entidades outras que terão prazer em nos assessorar nos objetivos nobres que buscamos.

Muitos inventores e homens notáveis que se destacaram em todas as épocas, assim o fizeram porque mudaram a faixa vibratória de seus pensamentos. Buscaram incessantemente algo mais, saíram do trivial e adentraram outras faixas ondulatórias onde puderam conectar-se à outras mentes fora da matéria, e que pela lei de sintonia encamparam grandes projetos em parcerias saudáveis para ambos (encarnados e desencarnados) além de propiciar ao restante da humanidade grandes inventos e descobertas.

Talvez pudéssemos chamar isso de mergulho na consciência cósmica, onde saímos da rede mórbida de pensamentos comuns e viciosos, para adentrar em campo limpo e verdejante de novas ideias e soluções para a problemática existencial de todos nós. Talvez ainda por isso o meigo nazareno tenha nos alertado: “Orai e Vigiai”, como a dizer-nos para cuidarmos da nossa casa mental, higienizá-la e protege-la das influências externas as quais estamos inevitavelmente imersos ainda.

Muita Paz!

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Cap IX Segunda Parte – Allan Kardec

MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, item 1 – André Luiz/Chico Xavier

PARAPSICOLOGIA, DA MAGIA À CIÊNCIA, item 9 – Moacir C. de Araujo Lima

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