Imagem de Jesus

“JESUS ENTENDIA AS PESSOAS.

Sabemos disso porque talvez ele seja quem mais influenciou a história. Culturas foram formadas, guerras travadas e vidas transformadas em decorrência do seu ministério há dois mil anos.” – Mark W. Backer

Ao iniciar esse modesto texto o qual desejamos tão somente compartilhar a nossa preocupação com as dores e os sofrimentos que não param de crescer ao nosso redor e que certamente em algum momento irão chegar até nós também, simplesmente pelo fato de que o mundo todo parece viver uma convulsão social, onde as mentes e os corações parecem estar dispersos, frios e indiferentes antes as derrocadas que sofremos diariamente.

Imagem de uma senhora idosa triste e cansadaAs poucas e bravas exceções ocorrem é verdade, porém, a luta parece desigual e seja no quintal de nossa aldeia a qual chamamos de bairro, cidade ou distrito, seja também no contexto maior denominado estado ou país, os sofrimentos e as dores campeiam de cima à baixo, como que, tivessem o total controle sobre os seres humanas que se encontra na face da Terra.

Aqueles que intentam opor alguma ação contrária quase não encontram guarida onde quer que seja. Até mesmo os postos que deveriam socorrer, amparar, recuperar para depois arregimentar os indivíduos, preparando-os para a luta inconteste contra o mal, parecem já não oferecer tais condições.

Ao ler estas linhas iniciais você poderá discordar e achar tudo isso muito pessimista, talvez até neurótico. Claro, concordamos que numa primeira impressão possa assim parecer, porém devemos simplesmente observar o que nos acontece a todo o momento e não só à nossa volta, mas no mundo todo. Não podemos ser egoístas e pensarmos somente em nós, ou seja, se tudo para mim vai bem, o que me importa os demais? Não, assim não deve ser a nossa atitude, pois como dissemos anteriormente, em algum momento poderá ser nós mesmos os atingidos, seja pelas doenças do corpo e da mente, seja pela loucura da violência em todos as classes sociais ou nos países em guerra franca e declarada ou nas comunidades atingidas pela guerra do tráfico ocultados pelo véu do esquecimento governamental.

Acima de tudo isso, paira uma só esperança: Jesus, o grande médico das almas. Mesmo que pensemos que Ele não esteja por perto, o que é um grave equívoco, é preciso confiar e ser fiel à Ele e ao seu Evangelho. Devemos lembrar de como Ele encarou o mundo à sua época, a qual também não escapou das loucuras e atrocidades do seu tempo. Somente utilizando a visão espírita e acima de tudo os ensinamentos que Jesus nos deixou, poderemos compreender o que se passa em nosso atual momento na Terra. Os homens e mulheres ludibriados pelas vãs conquistas que a ânsia do poder promete saciar, são almas doentes e enfermas, necessitadas de tratamento psicoterapêutico para o espírito eterno que todos somos.

Imagem de Jesus entre os pobresAssim como Ele, que elegeu os pobres e conflituosos, que eram detestados e não desfrutavam das oportunidades melhores na sua rotina diária de seu tempo, nós outros na atualidade assim devemos agir se quisermos beber o antídoto para as doenças e perturbações que o mundo moderno nos oferece todo o dia. Quebrar as barreiras sociológicas e econômicas que vigem no momento, que causam tanta infelicidade como outrora ocorrera à Sua época, deve ser nossa meta também.

As novas instituições parecem repetir o que os séculos após o Meigo Nazareno, consolidou: poder e interesses outros totalmente destituídos de um sincero desejo de servir ao próximo. Por isso Ele afirmou – como que antecipando o que hoje vemos e assistimos tristemente, onde os encontros e as reuniões objetivam tão somente fortalecer os grupelhos dominadores, onde os interesses sociais mesquinhos prevalecem – “Os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes. ”

Ele, o médium de Deus soube nos ensinar que são os desditados os que mais precisam do alimento espiritual, enquanto que os sãos por assim estarem, se encontram muitas vezes, infelizmente, cheios da petulância e da pequenez, muito mais preocupados com as questiúnculas do corriqueiro em que se debatem, como outrora fizeram os da Sua época.

É no Seu Evangelho que iremos encontrar a proposta psicoterapêutica preventiva, capaz de nos possibilitar a saúde integral – do corpo e do espírito – curadora. É ali que encontramos uma real vivência de liberdade, da conscientização do indivíduo e da sua auto responsabilidade para com a vida e com os fatos que nela enfrentamos, tendo aí o início de uma nova forma de ser e entender tudo o que nos acontece e acontece aos outros.

Aqueles que já entenderam essa proposta devem pôr a mão na charrua e não mais olhar à retaguarda, pois o tempo é o maior dos tesouros e o conhecimento precisa ser espargido, pois como nos disse também o Nazareno, “A candeia não pode ficar sob o alqueire, mas sim no velador” para que a luz chegue a todos e em toda a parte. Todos nós que já possuímos o mínimo que seja já estamos aptos a levar um pouquinho desse mínimo a outros que sentem e sofrem a dor e o sofrimento, pois esses são os eleitos, os doentes do corpo e da alma, que mais precisam de serem medicados.

Imagem do livro O Evagelho Segundo o EspiritismoParalelamente ainda precisamos muito conhecer e estudar o Evangelho de Jesus, pois ao contrário do que muitos pensam, a complexidade da Sua vida transcende a uma observação mesmo quando cuidadosa, porque ultrapassou o tempo em que viveu e permanece acima do convencional, do estabelecido, do aceito e do conhecido. Conscientes de que somos também portadores de um grau mínimo de paranormalidade, como médiuns temos também o dever de contribuir para amenizar a dor de nosso próximo, do doente que precisa de médico. Somos livres para optar, como empregar essa mediunidade, se para o bem ou para o mal quando simplesmente a deixamos de lado, permitindo que as entidades menos esclarecidas a utilizem como mecanismo intermediário para as suas falsas necessidades.

Ajudar, compartilhar a dor alheia, amenizar o sofrimento moral e emocional de outrem é uma das formas de amor que Ele nos ensinou. A não-prática desse amor incondicional denota uma ausência de paixão pela vida, conforme relata Paulo Sérgio Rosa Guedes na obra A Paixão – Caminhos e Descaminhos, citado pelo querido professor Moacir de Araújo Lima, em seu livro Amor a Arte de Viver.

Essa falta de amor produz a onipotência, a megalomania, e o pior posicionamento diante da vida: o vitimismo. Enquanto o megalômano não ama a si mesmo, ama um delírio de grandeza, o vitimista tem a necessidade de querer que a vida e os outros se compadeçam de seu eterno lamentar, conforme Guedes declara em sua obra. Psicologicamente precisa se libertar; quanticamente está atraindo energias compatíveis com a frequência de seus pensamentos e emoções; espiritualmente está escondendo os talentos recebidos, afirma o sábio professor Moacir.

Vejam que no megalomaníaco e no que se faz de vítima encontramos os doentes necessitados de médicos. Já naquele que não ajuda a outrem e que por isso esconde os talentos, encontramos os muitos médiuns que poderiam estar atuando em favor dos demais, mas por razões exclusivistas e egoístas, preferem a zona de conforto e a bajulação, muito comum hoje nas instituições puramente sociais, sem interesse verdadeiro na fraternidade e na real caridade, a qual Kardec nos avisou que fora ela, não seríamos salvos.

Oração para ajudarMais uma vez basta vermos o exemplo deixado por Jesus para sabermos como devemos nos comportar. Ele jamais deixou de atender quem quer que fosse, e evitava as reuniões fúteis e com objetivos de autopromoção. Ao contrário buscava nas cercanias das cidades onde passava, as comunidades mais necessitadas de esclarecimento, consolo e orientação. Podemos viver deixando que a vida nos leve ou assumirmos as rédeas dessa vida e aproveitarmos cada momento para trabalhar em causa própria, ou seja, do espírito, ajudando os demais nas suas dificuldades, nas suas doenças, pois se já obtivemos um pouco dessa luz da candeia, mais do que nunca devemos espraia-la aos demais, mas para isso é necessário quebrar as convenções, o socialmente correto e o já instituído, com fez Ele, o Terapeuta por Excelência.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FRANCO, Divaldo P. – Jesus e o Evangelho, psicografia de Joanna De Ângelis, item 32 – Psicoterapeuta

LIMA, Moacir C. de Araújo – Amor, a Arte de Viver, item O indispensável amor na vida

BAKER, Mark W. – Jesus O Maior Psicólogo que já Existiu

 

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JESUS, O TERAPEUTA POR EXCELÊNCIA

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