Suicídio

Olá amigos.

Há pouco mais de um mês tivemos a campanha “Setembro Amarelo”, que é uma campanha sobre prevenção e conscientização com relação ao suicídio, um tema sempre aviltante entre muitas pessoas, seja pela necessidade de conhecimento a respeito das razões que levam alguém a cometer esse ato, seja por estarem sofrendo na pele a dor de alguém querido que infelizmente cometeu esse triste e equivocado ato.

O tema foi motivo de estudos na tarde do dia 18 último, na casa espírita onde conduzimos o estudo espírita sobre Mediunidade, na cidade do Imbé, aqui no RS. Selecionamos abaixo 5 questões entre mais de 10 que abordamos naquela oportunidade, sendo todas elas do Livro dos Espíritos de Allan Kardec.

Teceremos breves comentários a cerca de cada uma, visando levar algum esclarecimento aos nossos leitores e assinantes. Além disso convidamos à todos que tiverem maior interesse em ler esta obra que trata de forma clara e objetiva, esse tema difícil, porém necessário à todos nós.

Aqui os Espíritos respondem à Allan Kardec, de forma clara e direta: a falta do que fazer, ou seja, quando temos tempo sobrando e não dedicamos à algo realmente relevante, construtivo, edificante e se fizermos disso uma rotina em nossa vida, em algum momento estaremos insatisfeitos, desgostosos e frustrados. Da mesma forma que sem fé tudo torna-se bem mais difícil e mesmo questões menores, parecem agigantar-se diante de nós, quando não buscamos força na fé em Deus. Por outro lado, quando tudo temos, parece-nos nos faltar algo, ou seja, podemos ter muitas coisas, mas caso não tivermos um propósito em nossa vida, estaremos com aquele imenso vazio interior.

É preciso aqui entender que a vida nos é dada por Deus. Ele nos criou, portanto não temos o direito de acabar com algo que não começamos, que não construímos. O segundo ponto é que há diferença entre uma pessoa saudável, ou seja, de plena saúde mental e que tira a própria vida. É absolutamente responsável pelo ato, enquanto que aquele que não tem plenas condições de saúde mental (pessoas alienadas mentalmente, com transtornos e desequilíbrios mentais constatados pela medicina), naturalmente não estão em condições de responder da mesma forma por seus atos.

Infelizmente, sabemos, há pessoas que não suportam as dificuldades e adversidades da vida. Há irmãos nossos mais suscetíveis à dor e aos desafios que a vida impõe. Nós espíritas sabemos que a Terra é um planeta de Provas e Expiações, portanto, aqui a nossa existência apresenta muitas dificuldades. Ocorre que para as pessoas que não têm nenhum conhecimento, nenhuma crença na vida futura, na vida após a morte física do corpo, natural é que elas desistam de viver, quando estão a braços com as dificuldades e as lutas cotidianas ou quando sofrem algum revés, tais a perda de um afeto querido, a separação ou uma queda moral.

Destaque-se que para aqueles que se tornaram a razão das dificuldades de outrem, ou seja, a pessoa que de alguma forma, criou os obstáculos à outrem e isso acabou no suicídio deste, esta pessoa terá que responder como se assassino fosse, como se tivesse cometido um crime realmente.

Sabemos de casos em que uma pessoa tirou a própria vida, como forma de ir ao encontro de alguém que ela amava e que morreu antes. Quando não fez de forma direta, o fez de maneira indireta, ou seja, deixou-se morrer aos poucos, desistindo de viver. No popular diz-se: “Morreu de desgosto”. Infelizmente irá ocorrer justamente o contrário: aquele que desencarnou (morreu) de forma natural, terá cumprido com a sua etapa, a sua missão a qual veio ao planeta, enquanto que aquele que abrevia (se mata ou deixa-se morrer) a sua estada aqui, deixando de cumprir a própria experiência na sua totalidade e assim não terá o mesmo destino, o mesmo caminho que aquele que lhe antecedeu ao túmulo.

Para piorar a situação, terá de pedir permissão para reencarnar e cumprir a parte que falta da vida que tirou anteriormente.

Essa é uma questão atual e sempre muito discutida, além de polêmica. Com o avanço da medicina e as novas e modernas tecnologias, hoje em dia é possível manter uma pessoa viva, através dos aparelhos. Precisamos aqui lembrar que há época em que Kardec fez este questionamento aos Espíritos, não havia tantas possibilidades como hoje se tem. Dessa forma, não podemos levar tudo ao pé da letra e de forma absoluta.

Não sabemos os limites da dor e do sofrimento das outras pessoas. Cada um tem seu limite e portanto deve buscar suportá-lo com resignação até o limite das suas forças, confiante em Deus que tudo sabe e tudo vê.

Por fim, cabe-nos dizer que devemos envidar todos os esforços para vivermos, de forma digna, saudável e se possível contribuindo com o meio onde nos encontramos. Quando isso não é possível, cabe-nos rogar a Deus o auxílio necessário para enfrentarmos e passarmos pelo sofrimento, de forma a não nos comprometermos mais ainda. 

Nossa dificuldade está, na maioria das vezes na visão de curto prazo, ou seja, somos imediatistas e não enxergamos a vida além da matéria. Quando temos consciência que mesmo o sofrimento por pior que ele seja, nos trará um bem maior, no sentido espiritual, ou seja, que como Espíritos que somos, estaremos nos despojando (durante o período de dor) de algo que nós mesmos atraímos para nós, passaremos melhor por esse período e não tomaremos decisões equivocadas e precipitadas, porque a nossa visão será transcendente e consciente, com base na fé que sustentamos.

Deixaremos à Deus e somente Ele, encerrar no momento certo a nossa participação no teatro da vida corporal, adentrando e retornando à vida espiritual, como um combatente heroico que volta após uma grande batalha, merecedor de toda a honra e toda a glória para aqueles que suportam com resignação e fé as dificuldades da encarnação no plano de provas e expiações.

VidaA vida deve ser plena de sentido e realizações para todos. Mesmo quando tudo parece perdido, quando nos encontramos diante de um precipício ou no fundo de um abismo, precisamos lembrar que somos filhos de Deus e portanto, somos herdeiros e co-criadores do Universo.

Em uma pequena fração de tempo tudo pode mudar e o melhor a fazermos é termos fé e acreditar sempre.

Muita Paz!

 

Referências Bibliográficas:

KARDEC, Allan – O Livro dos Espíritos, 4ª Parte, Cap. I

 

 

5 QUESTÕES SOBRE O SUICÍDIO.

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